sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

POBRES JÁ NÓS ESTAMOS! OU A POBREZA É DE ESPÍRITO E VISÃO?

«Pobres já nós estamos. Há é pessoas que ainda não se deram conta disso e continuaram a viver como se não fossem pobres. Viveram não daquilo que tinham mas daquilo que lhes emprestaram», refere Pedro Passos Coelho.
Questionado sobre se a receita que pretende aplicar é a de Oliveira Salazar, ¿Produzir e Poupar¿, o primeiro-ministro deu a seguinte resposta: «Não é preciso ir buscar o dr. Salazar para perceber que os países que querem crescer têm de poder financiar esse crescimento; e que só é possível financiar crescimento com poupança».
PPC acha que já estamos pobres. Eu acho que ele é que nos está a empobrecer. 
Senão vejamos: se o problema Português foi na sua origem um problema de finanças públicas, competia a um governo responsável ter actuado do lado da mesma e baixado gradualmente com medidas duras para travar os brutais desperdícios que existem no estado e as verdadeiras gorduras que se escondem por detrás de muita gente com ordenados públicos criminosos e irrealistas - que comparam com países como os EUA

(sobre esta temática uma enfermeira do IPO do Porto falou-me ontem na "palhaçada" instalada nos hospitais, com médicos que dão-se ao luxo de fazer traqueotomias parciais sabendo da necessidade das totais, só para as fazerem novamente em horários onde as horas contam financeiramente mais. 
E é isto que a Ordem dos Médicos defende ao afirmar que há já médicos a mais? Ou a Ordem ao se tornar um lobby da defesa dos interesses dos médicos é indirectamente responsável por situações como esta?).

Um governo com visão centrava-se no estado onde há 700.000 funcionários, poupando todo o sector privado que sustenta 4.000.000 de funcionários. 

Tendo aumentado os impostos da maneira criminosa como o fez com o único intuito de suavizar o ajustamento do estado criou-nos um problema mais grave. 

É que destruiu uma parte substancial do sector privado que alimentava, ainda, as receitas do estado, que seriam passíveis de manter um estado mínimo.  Erigiu-se como o paterfamílias que em vez de salvaguardar os bens essenciais ao sustento da família, vende os seus negócios e os seus bens de trabalho e investimento.  Sem cana, com o seu arresto, penhora, com taxas e custos de contexto (custos estatais de pesca) todos os dias a subir, como se pode pescar?

Depois da EDP e REN aos Chineses (falta de visão estratégica) fala-se na entrega da TAP através do amigo dos negócios Relvas aos Angolanos (aos Angolanos que nem a manutenção dos seus aviões fazem!).

Irrealisticamente, a posição de Passos é uma posição egoísta, que pensa como mau político que é em  primeiro lugar na sua credibilidade e futuro, arrastando consigo todo o Portugal.  Com isto Passos, o economista de universidade privada, faz com que os cidadãos Portugueses já não acreditem no seu país, puxando o país cada vez mais para baixo.

A política tem de mudar. Tem de se tornar amiga do cidadão e feita de fora para dentro, não permitindo que gente que se julga iluminada despreze as opiniões dos seus representados.
Sem isso estaremos todos os dias mais pobres, até à revolta  final. 

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